das coisas que aprendi no colégio

Não sei como vai suar soar esse fato em sua versão escrita, mas sempre que eu e um grupo de amigos saudosistas nos lembramos dele, o fígado desopila.

Havia um colega extremamente tímido na época de colégio. Na hora da chamada ocorria em todas as aulas e todos os dias exatamente a mesma coisa:

[ professora ] Fulano!?
[ fulano ] aki
[ engracadinho ] AEEEEW FULANOOOOOOW!!!!!111
*fulano fica vermelho de vergonha
*fulano has left #sala


Pois chegou a época da semana cultural do colégio e as turmas se organizavam em grupos para apresentar um teatrinho de textos curtos e religiosos, a fim de passar vergonha geral. O colegiado desse meu colega fez uma peça bem retranqueira falando de Jesus e Allan Sieber, a fim de ganhar uma notinha e não desencadear a fúria das freiras do colégio.

Lembro que a apresentação aquele dia era fechada para um pequeno público, e por algum motivo o salão se encheu de turmas, fazendo com que as peças que já estavam mal escritas ficassem umas bostas pela vergonha dos protagonistas.

Bom, no final da peça desse rapaz, cada integrante entrou no palco com o intuito de recitar uma lei de murphy, portando um cartaz com sílabas que juntas formavam o nome do colégio. E como o destino é generoso, por todos os Deuses.

O bendito rapaz pegou a sílaba CU.

Ele subiu no palco e alguns murmurinhos já apareceram, tímidos porém altos o suficiente para deixar o menino gaguejando. Até que um Nelson da vida se levantou e gritou:


-Olha lá! o fulano é o CU!

E não lembro mais nada além de ter desmaiado de tanto rir ao ver a cara do coitado assim.
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Bernardo Amorim | 15:35 |